JOÃO DOURADO; Ela não foi escolhida: Rita pediu para ser vice-prefeita ciente dos riscos
- 05/09/2024
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Na tarde desta quinta-feira, 05, durante a entrevista na Líder FM, a candidata Rita compartilhou sua versão dos eventos, alegando que foi escolhida para ser vice-prefeita na chapa com Di Cardoso "sem ela saber". No entanto, a realidade dos fatos é bem diferente do que Rita apresentou.
Após a morte repentina de Dr. Celso, o grupo de apoiadores e partidos políticos enfrentou um prazo extremamente curto para decidir sobre um novo candidato a prefeito. A escolha natural recaiu sobre Di Cardoso, que já estava em evidência e alinhado com os planos de Dr. Celso. Todos os partidos apoiaram essa decisão, exceto o PT local. Após o enterro de Dr. Celso, uma reunião foi realizada na casa de Rita para discutir o futuro da candidatura e perguntar se ela gostaria de assumir o cargo de prefeita, o que inviabilizaria sua candidatura a vice-prefeita.
Caso Rita não aceitasse assumir a prefeitura, uma eleição indireta seria realizada, votada pela Câmara de Vereadores, e um dos nomes cogitados foi o do Rev. Celso. Na reunião para decidir o candidato a vice, o grupo inicialmente optou pelo então vereador Flávio Eres, do PCdoB. Todos os presentes, incluindo o Dep. Federal Afonso Florence, concordaram, afirmando que era um nome de consenso e que contemplaria o PT. Foi então que Rita se manifestou, alegando ter tido um sonho com Dr. Celso, em que ele a pedia para ser a vice, afirmando que isso era essencial para continuar seu trabalho.
O setor jurídico da campanha alertou para os riscos de Rita assumir essa posição, especialmente por ela ser a prefeita em exercício. No entanto, após consultas com a assessoria jurídica do PT estadual e o então governador Rui Costa, foi garantido que não haveria riscos para a candidatura de Rita. Assim, ela seguiu com sua candidatura a vice-prefeita, ciente de todos os riscos envolvidos.
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu favoravelmente, com um placar de 7 a 0, permitindo que Rita mantivesse sua candidatura, levando à vitória na eleição, que posteriormente foi anulada, resultando na marcação de uma eleição suplementar.
Após o pleito, Rita foi nomeada secretária de governo, mas, insatisfeita e sob pressão do PT estadual, renunciou ao cargo por vontade própria, sem nunca ter sido demitida.
Portanto, a versão de Rita de que foi "colocada" como vice-prefeita sem seu consentimento é uma inverdade. Ela tomou a decisão sabendo dos riscos e optou por seguir em frente, apesar das advertências iniciais.






